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SP amplia área de vacinação de bloqueio contra a febre amarela

Por: Rosana Pinto - 23-10-2017

Após a interdição do Horto Florestal depois da morte de um macaco por febre amarela, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo anunciou a ampliação da vacinação contra a febre amarela no município de São Paulo. Desde o último dia 11 de setembro, a prefeitura já vinha imunizando de forma preventiva os moradores do distrito Anhanguera, que estão em outra área da zona norte da capital, próximo ao Parque Estadual do Jaraguá.
 
A estratégia de imunização, antes mesmo de ser ampliada para a região da Cantareira, já era a maior campanha de vacinação contra a febre amarela da cidade.
 
Em parceria com o governo do Estado, a partir deste sábado (21), serão imunizados os moradores da Vila Amélia, comunidade situada no Horto Florestal, zona norte da capital. A vacinação vai ocorrer das 9h às 17h em um posto volante que funcionará na associação do bairro (Rua Tomé Afonso de Moura, 345). O entorno do parque também passará por nebulização realizada por agentes de saúde.
 
A região, colada ao Parque Estadual da Cantareira, terá ainda outros dois pontos para imunização neste sábado: nos postos de saúde do Jardim Peri (UBS/AMA) e do Horto Florestal (UBS).
 
A partir da próxima segunda-feira (23), serão acrescentados outros dois locais de vacinação contra a febre amarela na zona norte: nos postos de saúde Vila Dionísia, no bairro de mesmo nome, e Mariquinha Sciascia, no Tremembé.
 
A ampliação da vacinação foi definida depois de um macaco bugio ter sido encontrado morto no Horto Florestal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os resultados dos exames sorológicos e histoquímico das amostras do primata confirmaram nesta sexta-feira (20) a presença do vírus da febre amarela --a transmissão do vírus para o macaco foi do tipo silvestre, já que o vetor encontrado foi o mosquito haemagogus, comum em regiões rurais e de mata. 
 
Sinal de alerta
 
As mortes de macacos por febre amarela são, tecnicamente, chamadas de epizootia --doença de rápida disseminação entre primatas não humanos-- e um indicador importante para ações preventivas dos gestores públicos na área de vigilância em saúde.
 
A intenção da imunização em andamento na zona norte de São Paulo é para fechar uma possível "porta de entrada" da febre amarela na cidade --não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942 e não há transmissão da doença em São Paulo. 
 
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2017, houve 22 casos e dez mortes por febre amarela silvestre autóctones (transmissão local) confirmados no Estado. Na capital, não houve registro de caso autóctone de febre amarela silvestre em 2017 --apenas 12 casos importados.



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