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Estudantes da Etec Pirituba fazem ‘vaquinha’ para participar de competição na Índia

Por: Rosana Pinto - 17-10-2017

Faltam poucos dias para alcançar um sonho. Os estudantes Bárbara Damasceno, Emily Mendes, Esther Gomes, Felipe Batista, Felipe Nascimento, Ian Finotto e Joice Melo podem representar a Escola Técnica Estadual Profa. Dra. Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara, da zona norte de São Paulo, mais conhecida como Etec Pirituba, em uma competição internacional na Índia.
 
O embarque previsto para o dia 24 de outubro só acontece, no entanto, se os estudantes conseguirem arrecadar o valor de R$ 82.280 mil. Para isso, eles contam com uma campanha de financiamento coletivo que, até o fechamento desta reportagem, tinha alcançado R$ 6.621 mil.
 
O valor estipulado na campanha #Daescolaparaomundo irá financiar a participação dos adolescentes, incluindo o acompanhamento de dois professores, durante a 4ª IYCCE (International Youth Convention on Commerce & Economics), competição internacional voltada para a educação básica e que tem como mote a economia, o empreendedorismo, a gestão de negócios e o marketing. O evento ocorre de 26 a 31 de outubro, na Índia.
 
O grupo foi selecionado para representar a escola internacionalmente após a unidade conquistar uma medalha de ouro e uma de prata na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras, que estabelece uma competição entre escolas do mundo todo.
 
“Sinto que preciso me esforçar duas vezes mais para provar meu valor para as outras pessoas”, diz Joice Melo, 17, ao falar que já ouviu questionamentos sobre a possibilidade de estudantes das periferias participarem de grandes competições internacionais.
 
A estudante Esther Gomes, 15, conta que também já presenciou indagações do tipo: “Você é de Pirituba, acha mesmo que vai conseguir R$ 80 mil para participar de uma competição?”, exemplifica. “Eu sempre digo que estou confiante e que não é porque sou de periferia que não tenho essa possibilidade”, afirma.
 
Para a turma, a viagem é também uma oportunidade de adquirir conhecimento, trocar experiências com os demais adolescentes e reforçar a participação ativa dos estudantes na educação.
 
“Aqui na escola temos vez e [contamos com] a parceria da direção. Isso é fundamental para que iniciativas como essa [da competição] surjam cada vez mais”, atesta Joice, ao mencionar que o apoio da escola é fundamental para que as ações dos estudantes tenham resultado.
 
Já é a terceira vez que a escola busca participar da competição. Em 2015, a estudante Stephanie Santos, 18, foi para Índia representar a Etec Pirituba. Para ela, o momento deve ser visto mais como uma possibilidade de abertura de portas e menos como uma competição educacional. “Não fomos medalhistas quando eu fui. Ficamos em sexto lugar, mas tive contato com outra cultura e vários professores de universidades”, conta.
 
Na ocasião, ela recorda que o seu desempenho rendeu bons frutos. Este ano, Stephanie ganhou uma bolsa de estudos da Universidade Minerva, em São Francisco, na Califórnia, válida a partir de setembro de 2018. “Espero que a ida seja tão proveitosa para o grupo quanto foi para mim. Além de uma oportunidade, é um legado para a escola e a prova de que podemos promover uma transformação na educação agora”, finaliza.
 
Ana Luiza Basilio é correspondente de Pirituba.



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