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Pirituba sofre com problemas na rede pública de saúde

Por: Rosana Pinto - 22-08-2016

Moradores reclamam da falta de vagas no único hospital municipal e ainda da demora no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. O Hospital Municipal José Soares Hungria é alvo de reclamações tanto pela falta de médicos, como por problemas de estrutura. 
 
Os leitos para internação estão bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que diz que para cada mil habitantes é preciso ter entre 2,5 e três leitos disponíveis. Pirituba tem 1,4, segundo dados da Rede Nossa São Paulo. O número é ainda menor do que em 2005.
 
Pirituba ainda conta com oito unidades básicas de saúde. O número é maior do que outros distritos, mas, ainda assim, está aquém do pensado no programa Saúde da Família. O ideal é que houvesse uma UBS para cada dez mil habitantes. Em Pirituba há meia UBS para cada dez mil pessoas.
 
Na UBS Pirituba, uma paciente afirmou que só conseguiu consulta para realizar uma mamografia para daqui dois meses. Na UBS Chácara Inglesa, há uma placa na entrada alertando sobre o risco de alagamentos.
 
Além dos problemas na área da saúde, os moradores dizem que não há vagas suficientes nas creches do distrito. Atualmente, segundo a Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, há 707 crianças na fila, esperando por uma vaga na rede pública. Alguns moradores afirmam que a demora para conseguir essa vaga chega a um ano. 
 
O furto de veículos também é reclamação dos moradores. Segundo eles, casos acontecem na Avenida General Edgar Facó a todo instante. O relato é que muitas carcaças ficam abandonadas nas ruas.
 
Educação e cultura são outras duas demandas presentes nos relatos dos moradores. Em educação, o maior problema está na educação infantil. Os relatos são de falta de vagas em creches públicas e conveniadas.
 
O advogado Eduardo Maria de Oliveira, que trabalha em uma igreja evangélica na região, recebe todo tipo de relato. Ele diz que há casos onde a demora para conseguir vaga pode chegar a um ano. Em Pirituba, são 707 crianças esperando por uma vaga em uma creche.
 
A falta de acesso a equipamentos culturais é mais uma carência do distrito. Eduardo diz que recebe na igreja a demanda de jovens que não têm acesso a aulas de música e artes, por exemplo.
 
 A má conservação das vias é alvo de reclamação dos moradores. Ruas como a Rio Verde estão cheias de buracos e desníveis. Além disso, a iluminação pública deixa a desejar, segundo os moradores.
 
No entorno de praças e parques os pontos de iluminação são poucos. A presidente do Conseg Pirituba, Conceição Marafanti, diz que o conselho pediu diversas vezes em reuniões para que novos pontos de luz fossem instalados, mas não teve resposta.
 
O distrito de Pirituba, na zona Norte de São Paulo, está entre os 20 mais populosos, com cerca de 164 mil habitantes divididos em 44 bairros. É considerado um distrito formado majoritariamente por famílias de classe média. A renda média é de R$ 1.587.
 
Confira a reportagem veiculada na CBN .



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