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Guerra ao mosquito Aedes aegypti

Por: Rosana Pinto - 05-01-2016

O Brasil declarou guerra ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Em diversas cidades do país já é possível ver homens fardados tentando exterminar o inimigo. Em outra frente de batalha, pesquisadores testam formas de erradicar o inseto ou impedir a transmissão das doenças. 
 
Entre as ideias, há de mosquitos transgênicos, larvicidas que são carregados pelos próprios insetos e Aedes com bactérias que os tornam incapazes de transmitir a dengue ou o zika vírus. Vale o alerta dos pesquisadores: nenhuma técnica conseguirá sozinha "fazer milagre" e eliminar o mosquito. O objetivo é desenvolver novas técnicas que possam turbinar as formas de combate já conhecidas. 

Estatísticas - Após registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir. O aumento foi identificado em todas as regiões do país e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional -- um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika e chikungunya, também são altos. Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro.

"Todos os anos, o país registra aumento de casos no período das chuvas, no verão. Mas, em 2015, o fenômeno aconteceu de forma antecipada", afirma João Bosco Siqueira Júnior, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFG). A tendência de elevação acontece a partir de dezembro e janeiro. Em 2015, o aumento começou em outubro e novembro.
 
Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o maior avanço da epidemia foi registrado no Centro-Oeste, onde a incidência dobrou entre outubro e novembro e saltou de 21 para 45 casos por 100 mil habitantes. No Sudeste, o comportamento foi semelhante: passou de 10,7 para 19,2 por 100 mil habitantes. No Nordeste, o aumento foi menos expressivo, de 18,6 para 23,8, mas a marca põe a região na segunda posição de incidência de dengue.
 
As mortes também não deram trégua. Mais cem casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro. Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao país, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes.



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